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O Brasil nos jogos
Cidade do México – 1968
Protestos e recordes no México
Situada a mais de 2.200 m acima do nível do mar, a Cidade do México é o placo adequado para a quebra de recordes nas corridas curtas e nos saltos horizontais. E assim aconteceu em 1968. No triplo, o atletismo nacional voltou ao pódio com Nelson Prudêncio. O paulista de Lins, que treinava com Clovis Nascimento, adquiriu o direito de ser chamado de sucessor de Adhemar Ferreira da Silva, ao ganhar a medalha de prata, com 17,27 m.
A marca de Prudêncio era o novo recorde mundial, marca 5 cm superior ao salto do italiano Giuseppe Gentile e 4 cm superior ao do soviético Viktor Saneyev. Gentile, por duas vezes, já superara o antigo recorde do polonês Schmidt (saltara 17,10 m na qualificação e 17,22 m na final), e ficou com o bronze. Depois de Gentile e Prudêncio, foi vez do soviético Viktor Saneyev voltar a saltar: marcou 17,39 m, novo recorde e medalha de ouro.
Também foram estabelecidos recordes mundiais no torneio masculino - sempre por atletas dos Estados Unidos - nos 100 m ( Jim Hines fez 9.95), 200 m (Tommie Smith, 19.83), 400 m (Lee Evans, 43.86) e salto em distância (Bob Beamon, 8,90 m).
Como 1968 foi o ano dos protestos em todo o mundo, eles também aconteceram nos Jogos Olímpicos. Durante a premiação, atletas negros norte-americanos protestaram contra o preconceito racial em seu país, com o gesto tradicional dos “Panteras Negras”: o braço esquerdo erguido e o punho esquerdo cerrado.
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