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Nossos Atletas Olímpicos

EDSON LUCIANO RIBEIRO

Um homem de equipe

Velocista foi perfeito nas provas de revezamento.

Edson Luciano Ribeiro construiu a carreira no atletismo como um homem de equipe, brilhando no revezamento 4x100 m. Como André Domingos da Silva, estava na conquista das duas medalhas olímpicas do Brasil, a prata ganha em Sydney 2000 e o bronze conquistado em Atlanta 1996. No currículo, tem seis invejáveis medalhas no 4x100 m. Além das duas olímpicas, é dono da prata nos Campeonatos Mundiais de Paris (FRA), em 2003, e do bronze em Sevilha (ESP), em 1999; e garantiu ouro nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg (CAN) 1999 e em Santo Domingo (DOM) 2003.

Paranaense de Bandeirantes, Edson Luciano Ribeiro nasceu em 8 de dezembro de 1972. Trabalhou como lavador de carros, mecânico e frentista antes de conhecer o atletismo quando estava servindo o Exército, com quase 19 anos. Em 1994, mudou-se para Presidente Prudente para integrar a equipe que já contava com André Domingos.
Como segundo homem, às vezes terceiro, do revezamento, sempre foi um gigante, e não apenas por sua altura (1,90 m e 90 kg), a serviço da seleção. Falou com muita emoção da prata de 2000: “Vão passar 50 anos e vou lembrar do que aconteceu em Sydney. Fomos bem na preliminar, melhor na semifinal e na final subimos no pódio.” E com recorde sul-americano que persiste até hoje, às vésperas dos Jogos de Pequim, em 2008 (37.90).

Édson Luciano sempre atemorizou os rivais na pista e teve o respeito dos colegas de equipe. Tem orgulho de ter sido um dos mais perfeitos atletas de revezamento do atletismo brasileiro. Esteve em todas as grandes competições, a partir de 1995. Além dos pódios conquistados, também disputou as finais dos Mundiais de Gotemburgo em 1995 e Atenas, em 1997 – nas duas vezes a equipe foi 6ª colocada. A equipe, com Édson, também foi à final olímpica em Atenas e ficou em 8º lugar.
Não esconde uma ponta de tristeza quando fala dos Mundiaisde Edmonton, no Canadá, em 2001. “Estávamos muito bem.” O 4x100 m foi à final com o melhor tempo das fases anteriores: 38.44 na preliminar e 38.23 na semifinal. Os EUA, sempre favoritos na prova, haviam feito 38.35 e 38.60, respectivamente, mas foram desclassificados por invasão de raia. O júri de apelação cedeu ao apelo norte-americano e a equipe garantiu presença na final. Mesmo assim, o Brasil tinha condições de ir ao pódio e até de conquistar o ouro.

Na final, ninguém entendeu como aconteceu, mas a passagem entre os dois mais antigos atletas da equipe (Edson e o terceiro corredor, André Domingos) saiu errada e o bastão caiu. O Brasil não completou a prova. Édson se atirou de peito no chão e demorou algum tempo para se levantar.

Nas provas individuais, Edson foi vice-campeão ibero-americano nos 100 m em Lisboa (POR) 1998, com 10.14, seu recorde pessoal na prova. Em 2003, venceu o Troféu Brasil Caixa com 10.20, no Ibirapuera, em São Paulo, e garantiu a qualificação para os Mundiais de Paris, também nos 100 m.

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