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Olimpíadas Escolares

Maiores informações no site www.olimpiadasescolares.com.br

ATLETISMO DAS OLIMPÍADAS ESCOLARES CUMPRE A IMPORTANTE FUNÇÃO DE REVELAR TALENTOS

Em 2009, um novo ciclo das Olimpíadas Escolares se inicia com as melhores perspectivas possíveis, segundo seus organizadores. Após quatro edições (2005, 2006, 2007, 2008), a competição obteve êxito em suas propostas de funcionar como agente revelador de talentos, além de promover a integração e a inclusão social. Uma das nove modalidades do programa, o atletismo deu destaque a nomes como o da velocista carioca Bárbara Leôncio e o da paraibana Andressa Morais (lançamento de disco), que brilharam intensamente na competição escolar. O planejamento para o atual Ciclo Olímpico, até 2012, se baseia em aprimorar as ações do último quadriênio e estreitar ainda mais a união entre esporte e educação, com o objetivo de propagar e difundir os ideais olímpicos e conduzir o esporte brasileiro a um novo patamar no cenário mundial.

Homenageada pelo COB, no Prêmio Brasil Olímpico de 2008, como uma das melhores atletas escolares do ano, Bárbara Leôncio é um exemplo da qualidade do material humano encontrado no atletismo das Olimpíadas Escolares. Aos 17 anos, Bárbara, uma das estrelas do esporte escolar brasileiro, já tem no currículo o título de campeã mundial nos 200m rasos, conquistado na República Tcheca. Na edição das Olimpíadas Escolares 2008, para atletas entre 15 e 17 anos, em João Pessoa (PB), a velocista venceu nos 100m e 200m rasos e no revezamento medley (100m, 200m, 300m, e 400m). “As Olimpíadas Escolares têm uma imensa importância na vida dos novos atletas. Despertam muito interesse nas crianças, pois muitas vezes representam a primeira viagem interestadual delas. Além disso, é um evento muito grande, que classifica para torneios como o Campeonato Sul-americano. Todo atleta que está competindo é também um estudante e o estudo é fundamental para o futuro de cada jovem”, reconhece Bárbara, que participou de três edições das Olimpíadas Escolares.

A paraibana Andressa Morais, atualmente com 19 anos, chamou a atenção há dois anos, na edição de 2007, também em João Pessoa. Com sua conquista na prova de lançamento de disco ficou com o ouro e sua marca de 45,53m, quebrou o recorde brasileiro de menores. Andressa conquistou a primeira medalha para o seu estado durante a competição, além do recorde, o que lhe rendeu homenagens do COB, na cerimônia do Prêmio Brasil Olímpico de 2007. Hoje a paraibana é a atleta de maior destaque na prova, em nível nacional.

Desde sua primeira edição em 2005, as Olimpíadas Escolares fazem parte de um projeto ambicioso. As quatro edições realizadas até aqui demonstraram progressos a cada ano e consolidaram-se como o mais importante evento do calendário esportivo estudantil brasileiro. Disputada em duas faixas etárias (15 a 17 anos e 12 a 14 anos) em etapas municipais, estaduais e culminando com a etapa nacional, com os campeões de cada estado em suas modalidades, as Olimpíadas Escolares tiveram a participação de quase dois milhões de atletas de cerca de 40 mil instituições de ensino somente em 2008. As disputas em nove modalidades e a programação cultural paralela às competições transformaram o evento em um importante agente de desenvolvimento, tanto da prática esportiva quanto ao teor educativo que sempre acompanhou o esporte. Tudo isso representa um grande legado para alunos de escolas públicas e privadas de todo o Brasil.

Além das competições esportivas, os organizadores das Olimpíadas Escolares passaram a oferecer atividades paralelas para os participantes, como palestras com especialistas e ações culturais e de integração. Com objetivo de contribuir com a formação dos milhares de jovens que todos os anos participam das Olimpíadas Escolares foi criado o Programa Embaixadores das Olimpíadas Escolares. Através dele, dezenas de ídolos do esporte nacional, incluindo campeões olímpicos, mundiais e pan-americanos, vão ao encontro dos participantes das competições estudantis para compartilhar suas experiências e disseminar o espírito olímpico. A dedicação ao esporte, que por muitas vezes fez com que os Embaixadores das Olimpíadas Escolares abrissem mão de outros interesses para treinar e competir, e a importância de se participar das competições sempre de maneira limpa são alguns dos conceitos passados por atletas como Robson Caetano (medalha de bronze nos 200m rasos nos Jogos Olímpicos de Seul 88 e no revezamento 4x100m em Atlanta 96), Vicente Lenílson (prata no revezamento 4x100m dos Jogos Olímpicos de Sydney 2000), Arnaldo de Oliveira (medalha de bronze no revezamento 4x100m de Atlanta 96), Claudinei Quirino (prata no revezamento 4x100m dos Jogos Olímpicos de Sydney 2000), em suas visitas às disputas escolares.

Coordenador técnico do Atletismo (CBAT) nas Olimpíadas Escolares, Manoel Trajano é um entusiasta das competições escolares, pois nelas o surgimento de novos talentos é muito natural e espontâneo, assim como a integração entre os atletas de diversos estados do Brasil. “Este intercâmbio entre estados que as Olimpíadas Escolares oferecem é fundamental, pois além de possibilitar aos atletas um ganho de experiência esportiva, por se tratar de um evento de maior grandeza, também é um grande formador de cidadania , pois dá oportunidade a jovens de diversas camadas sociais e de diversos lugares do país de se relacionarem, tanto dentro como fora da prática esportiva”, ressalta Trajano.

Responsável por 14 medalhas (4 de ouro, 3 de prata e 7 de bronze) brasileiras na história dos Jogos Olímpicos, o atletismo, com toda sua tradição, está presente no programa das Olimpíadas Escolares desde o início. Ao longo do Ciclo, o programa de competição do atletismo realizou as seguintes provas: 75m, 100m, 200m, 250m, 400m, 600m, 800m, 1.000 rasos, 1.500m e 3.000m; 80m com barreiras, 100m e 110m com barreiras; revezamentos 4x75m e 4x250m e medley; salto em altura; salto em distância; arremesso de peso; lançamento de dardo; lançamento de disco; pentatlo, heptatlo e octatlo. “Com tantos novos talentos participando das provas de atletismo, o aproveitamento de muitos desses atletas no esporte de alto rendimento é um caminho natural. O nível técnico das provas colabora para a revelação de futuros campeões, já que todas as regiões do Brasil estão representadas com seus melhores valores”, avalia Edgar Hubner, diretor das Olimpíadas Escolares e gerente-geral de iniciação, fomento e eventos do COB.

FORMA DE DISPUTA DO ATLETISMO NAS OLIMPÍADAS ESCOLARES

Um estado pode inscrever até 13 atletas, tanto nas provas femininas quanto nas provas masculinas sendo dois atletas por prova e uma equipe nas provas de revezamento. O limite de participação por atleta é de duas provas individuais e o revezamento. Uma equipe do revezamento pode ser composta por alunos de escolas diferentes.

AS OLIMPÍADAS ESCOLARES

O projeto das Olimpíadas Escolares teve início em 2005 e em 2008 foram disputadas nas cidades de João Pessoa/PB (15 a 17 anos) e Poços de Caldas/MG (12 a 14 anos). Sede das Olimpíadas Escolares nos últimos quatro anos, Poços de Caldas, recebeu, em dezembro de 2008, na cerimônia do Prêmio Brasil Olímpico, o Troféu COI - Esporte e Juventude, pelo incentivo que a cidade vem dando à prática esportiva nas escolas.

As Olimpíadas Escolares têm como objetivo promover a inclusão social a partir do esporte, complementar a educação pedagógica nas escolas da rede pública e privada de todo o país, além de detectar novos talentos para o esporte brasileiro. Fruto de uma parceria entre o Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Ministério do Esporte e Organizações Globo, o projeto tem duração de dois ciclos olímpicos, até dezembro de 2012, podendo ser renovável por igual período, até 2020.

"Estamos muito satisfeitos com os resultados neste primeiro Ciclo Olímpico, com a adesão dos estados brasileiros, a participação de cerca de 40 mil escolas nas etapas estaduais e municipais em 2008 e os seguidos recordes de participantes. As atividades da programação sócio-cultural das Olimpíadas também são um legado impressionante tanto para a cidade sede quanto para os jovens. Continuaremos empenhados em proporcionar a melhor estrutura para o desenvolvimento desses jovens como cidadãos", analisa Edgar Hubner.

As Olimpíadas Escolares congregam alunos matriculados e efetivamente cursando instituições de ensino médio e fundamental reconhecidas pelo Ministério da Educação, sejam elas públicas ou privadas. A competição é disputada anualmente em etapas municipais, estaduais e nacionais. Dessa forma, chegam à disputa nacional as escolas que tiverem se classificado primeiramente na etapa municipal e, posteriormente, na estadual.

O evento resgata a importância das competições estudantis no Brasil, promovendo a inclusão social de jovens a partir de uma prática positiva e saudável e abrindo espaço para os novos talentos, fator fundamental para o desenvolvimento do esporte de alto rendimento no Brasil. Além de disseminar e incentivar a prática esportiva, a realização das Olimpíadas Escolares implica em um comprometimento do município e (ou) do Estado com melhorias em instalações esportivas.

As Olimpíadas Escolares têm inspiração no modelo olímpico visando a proporcionar um alto padrão de serviços (acomodações, transportes, instalações) para os participantes. Para ser sede do evento, a cidade deve cumprir as exigências de um Caderno de Encargos, no qual são avaliados  alguns critérios de escolha como a capacidade hoteleira da cidade, quantidade e capacidade das instalações esportivas e não-esportivas e garantias governamentais para a realização do evento.

O papel do profissional de Educação Física também é destacado nas Olimpíadas Escolares, já que a prática esportiva tem uma importante função complementar para a educação pedagógica nas escolas da rede pública e privada de todo o país. O evento tem a função de incentivar a prática esportiva e exaltar a importância e a figura do profissional de Educação Física na formação do cidadão.

As Olimpíadas Escolares já passaram pelas regiões Sudeste, Sul, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil e tiveram sondagens de estados do Norte para sediar o evento, o que comprova a abrangência nacional da competição. Além disso, neste novo Ciclo Olímpico que vai até Londres 2012, o número de cidades postulantes à sede das Olimpíadas Escolares deve acompanhar a evolução do evento, difundindo os  conceitos das Olimpíadas Escolares por todo o país.  

Além da parte esportiva, as Olimpíadas Escolares procuram abranger outros aspectos que auxiliem na integração e educação dos participantes. Nesse contexto estão as atividades sócio-educativas e culturais, que abrangem desde plantio de árvores, apresentações de vídeos, exposições fotográficas à palestras e clínicas esportivas com atletas e técnicos de destaque no cenário nacional.  O objetivo destas atividades é incentivar a integração e a inclusão social através do esporte. A presença de ídolos do esporte brasileiro, medalhistas olímpicos e pan-americanos, batizados de Embaixadores das Olimpíadas Escolares também serve de exemplo para os jovens atletas.

As Olimpíadas Escolares são uma realização e organização do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), co-realização do Ministério do Esporte e Organizações Globo, direção técnica das confederações das 9 confederações integrantes do programa esportivo e apoio das secretarias municipais das cidades sedes. 

 

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